Os leprosos.
Estella Lobato
Historicamente sabe-se que a hanseníase, conhecida como lepra, é uma das mais antigas doenças de que se tem conhecimento. Com registros desde a Antiguidade – aproximadamente no ano 300 a.C. - a impossibilidade de cura levava os portadores da doença a serem afastados das cidades e passavam a residir em colônias.
Apesar do bacilo responsável pela doença, Mycobacterium leprae, ter sido identificada em 1873, pelo norueguês Gehard Amauer Hansen, ainda se sabe muito pouco sobre a bactéria.
Hoje, apesar de ter fácil transmissão, podendo um doente contaminar uma pessoa saudável até por meio da fala próxima, a partir da primeira dose de medicamento de controle, o paciente já deixa de contaminar outras pessoas.
Caros leitores: longe de ser um artigo médico-científico pretendo discorrer sobre um surpreendente fenômeno que acontece em nossa cidade na época da campanha política para as eleições municipais.
Não é fato isolado, nem desconhecido que quando a campanha se inicia, as famílias se dividem, os amigos tendem a se separar temporariamente e passam a isolar aqueles que se posicionaram contra. Estranhamente algumas pessoas passam a ser tratadas como doentes, portadoras de doença infecto-contagiosa, podendo ser comparados aos leprosos da Idade Antiga.
Quando as candidaturas vão para as ruas, o eleitor sanjoanense logo se posiciona ostensivamente em apoio ao seu candidato; com isso, passa a tratar e ser tratado pelo grupo contrário como um doente, como leproso. As pessoas se afastam, começam a vigiar as atitudes, os lugares que freqüentam, onde se entra, de onde se sai. Muitos são discriminados de plano e até “impedidos” de freqüentar lugares ou participar de simples festas de aniversário. Não sei se é ridículo ou risível, mas é fato.
O policiamento ideológico de que falo, é um dos mais antigos fenômenos da cultura sanjoanense e que até bem pouco tempo era verificado não apenas na política mas também no carnaval - dada a rivalidade entre os adeptos dos blocos Congos e Chinês - e nos campeonatos locais de futebol.
Lembro, era criança, saía às ruas para assistir aos blocos e não eram raras as pedras jogadas pela platéia no bloco que passava. As pessoas se feriam. Levavam anos sem se falarem se algum entrevero de maiores conseqüências acontecia naqueles dias. O ódio era mortal e muitas vezes, “vitalício” e até hereditário.
No futebol não era diferente. Já presenciei verdadeiros “combates” no Estádio Municipal quando homens e até mulheres e crianças da nossa mais refinada elite, se engalfinhavam durante os Clássicos Sanjoanense X Fluminense. E muitos deles mantêm este “ódio”, oriundo das diferenças no esporte.
Não é difícil ver famílias se unindo no carnaval e se separando nas eleições.
Hoje ainda podemos verificar algumas rusgas carnavalescas e futebolísticas. Mas na política, a coisa ainda é grave. É que os interesses que estão em jogo não duram noventa minutos nem três dias. São quatro anos!
Precisamos evoluir, tratar dessa doença que, diferentemente da lepra, tem cura. A cura desse mal está na educação, no estudo, na formação profissional, em maiores oportunidades de emprego que redundarão na independência econômica de cada membro das famílias sanjoanenses, para que não se sintam atrelados ao poder, instalado ou não.
É preciso perder o medo da “perseguição política”. É necessário acabar com ela. É preciso aprender a respeitar as diferentes opiniões e lembrar que os oponentes em nossa pequena cidade estarão sempre, de qualquer forma, ligados a nós por laços de família ou de amizade.
sábado, 13 de setembro de 2008
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Amar é
Amar é:
atração,
desejo,
é carinho,
é tesão.
Amar é família,
companhia,
solidariedade...
Amar é saudade.
Amar é não se conformar com os defeitos, mas se amoldar a eles.
Amar é estar sempre disposto a aceitar perdão
e procurar sempre jamais ter que pedir.
Amar é ficar grudado ao telefone - depois da briga - tendo a certeza de que o outro vai ligar.
Amar é telefonar antes.
Amar é fazer e refazer planos, até um dar certo.
Amar é sentir ciúme, mesmo sabendo que não há motivos.
É contar anos, mas se sentir como se fosse ontem.
É também lembrar das coisas boas do passado e ter a certeza de que o presente é melhor.
Amar é saber que a diferença do outro é que completa a gente.
Amar é respeitar a ausência e querer a presença.
É sentir e fazer falta.
Amar é não procurar fórmulas de comportamento.
É chorar, sem vergonha
é sorrir,
é sentir.
É até mesmo pensar que nunca vai acabar
atração,
desejo,
é carinho,
é tesão.
Amar é família,
companhia,
solidariedade...
Amar é saudade.
Amar é não se conformar com os defeitos, mas se amoldar a eles.
Amar é estar sempre disposto a aceitar perdão
e procurar sempre jamais ter que pedir.
Amar é ficar grudado ao telefone - depois da briga - tendo a certeza de que o outro vai ligar.
Amar é telefonar antes.
Amar é fazer e refazer planos, até um dar certo.
Amar é sentir ciúme, mesmo sabendo que não há motivos.
É contar anos, mas se sentir como se fosse ontem.
É também lembrar das coisas boas do passado e ter a certeza de que o presente é melhor.
Amar é saber que a diferença do outro é que completa a gente.
Amar é respeitar a ausência e querer a presença.
É sentir e fazer falta.
Amar é não procurar fórmulas de comportamento.
É chorar, sem vergonha
é sorrir,
é sentir.
É até mesmo pensar que nunca vai acabar
O outro mundo.

O OUTRO MUNDO
Autor: Carlos A. de Andrade Souza
Mistério, suspense, sonho ou realidade? Perguntas originárias e marcantes do outro mundo, vivido por um homem que vai ao passado e ao futuro em poucos instantes. O real e o imaginário, quase absurdos, transitam por todo o livro, surpreendendo-nos pelo inesperado. O Outro Mundo quase ficcional surge frente aos nossos olhos, através de inigualáveis sentimentos, entre eles o medo e o espanto.
“Às vezes perguntamos como o sonho pode influenciar nossas vidas a ponto de rompermos o casulo, fazendo-nos mostrar nossos interiores. O sonho é algo incerto de se explicar, mas é a verdade que nos rodeia! Alguns o definem meramente como uma ilusão, enquanto outros o entendem como uma visão do inexplicável. Os sonhos nos mostram os caminhos até então ignorados ou sugerem esclarecimentos para as incertezas. Entretanto, uma coisa não pode deixar de ser compreendida: quando estamos acordados, ao contrário do que quando sonhamos, colecionamos dúvidas e insegurança”.
“Às vezes perguntamos como o sonho pode influenciar nossas vidas a ponto de rompermos o casulo, fazendo-nos mostrar nossos interiores. O sonho é algo incerto de se explicar, mas é a verdade que nos rodeia! Alguns o definem meramente como uma ilusão, enquanto outros o entendem como uma visão do inexplicável. Os sonhos nos mostram os caminhos até então ignorados ou sugerem esclarecimentos para as incertezas. Entretanto, uma coisa não pode deixar de ser compreendida: quando estamos acordados, ao contrário do que quando sonhamos, colecionamos dúvidas e insegurança”.
sábado, 11 de agosto de 2007
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